A importância de a criança ser criança – e o que acontece quando ela “cresce” cedo demais
- hyasmimgonzaga
- 15 de ago. de 2025
- 2 min de leitura

Na correria do dia a dia, muitas vezes, sem perceber, acabamos acelerando o tempo da infância. Seja pela rotina sobrecarregada, pela pressão por resultados escolares cada vez mais cedo ou pelo excesso de responsabilidades, algumas crianças acabam deixando de viver experiências essenciais para o seu desenvolvimento.
Mas a verdade é que a infância não é apenas uma fase bonita da vida — ela é uma etapa fundamental para a construção de habilidades cognitivas, sociais, emocionais e afetivas. Quando uma criança “cresce” cedo demais, seja por necessidade ou por influência externa, há impactos significativos que podem se refletir por toda a vida.
Por que é tão importante deixar a criança viver como criança?
Desenvolvimento emocional saudável: O brincar, o faz de conta e a liberdade para explorar o mundo são ferramentas naturais para que a criança aprenda a lidar com emoções, frustrações e conquistas. Pular essas etapas pode gerar adultos com dificuldades de expressar sentimentos e de se conectar emocionalmente com os outros.
Construção da criatividade e da curiosidade: A infância é o laboratório mais rico que existe para criar, imaginar e experimentar. Sem espaço para brincar, inventar e explorar, a criança perde oportunidades únicas de desenvolver soluções criativas e de manter a curiosidade natural — aquela que impulsiona o aprendizado por toda a vida.
Formação de vínculos afetivos sólidos: Relações saudáveis e confiantes se constroem na infância, por meio da interação com a família, amigos e professores. Quando o tempo da criança é consumido por obrigações adultas, a chance de fortalecer esses vínculos diminui.
Prevenção do estresse precoce: Crianças expostas a pressões e responsabilidades excessivas apresentam maior risco de desenvolver ansiedade, baixa autoestima e problemas de saúde mental ainda na infância.
O que acontece quando a criança “cresce” antes da hora?
Dificuldades em lidar com frustrações e desafios na vida adulta.
Perda da espontaneidade e medo de errar.
Problemas de socialização e dificuldade de criar conexões genuínas.
Baixa autoestima e insegurança diante de novas experiências.
Esses impactos não significam que não exista solução, mas sim que a prevenção é sempre o melhor caminho: respeitar o tempo da infância é investir no futuro.
Como podemos preservar o direito de a criança ser criança?
Reservar tempo para brincadeiras livres e não estruturadas.
Incentivar jogos e atividades lúdicas, mesmo após o início da vida escolar.
Evitar sobrecarregar a criança com expectativas e responsabilidades que não condizem com sua idade.
Valorizar momentos simples em família, como conversar, passear e brincar juntos.
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